E ali estava ela, naquele Inverno modorrento.
Esse Inverno que havia semanas, morto eterno e havia outras, solitário desperto.
Inverno esse que durante o dia teimava ser vagabundo de rua e durante a noite um manequim da morte.
Era um tempo vazio como um corpo sem alma. Onde por aqui e acolá espreitava a paciência num ali impaciente, muitas vezes perdido como um barco sem rumo, como uma noite sem alvorada!
Lá estava ela, cansada de ver esses míseros jovens pachorrentos a deambolar diariamente frente à sua janela.
Os rapazes, quão nada faziam, olhavam-na despresadamente, enquanto que as raparigas ironicamente a ignoravam, passeando. Eram garotos que apenas se limitavam a amortecer uma infância, à muito acabada!
Enquanto que já os pais, outrora vivaços se dividiam agora em: mulheres anuladas e homens esfomeados de uma vida!
Tudo o tempo anulou perante ela !
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